
28.3.08


21.3.08

20.3.08
Palavras para Quê
5.3.08
Z DAY 15 MARÇO

Outros locais de exibição em Portugal:
University of Minho
Campus Azurem, Guimaraes, Braga
TIME: 21:00
Zeitgeist - A Luz e a Sombra
Palmela, Setubal
Centro Multimeios de Espinho
Av. 24 nº800, Espinho, Aveiro
TIME: 14:00 & 19:00
Zeitgeist Exhibition at Mercado Negro
rua da amizade, 4 - 2º esq. Esgueira
3800-381 AVEIRO
PORTUGAL TIME: 22:00
Livraria Almedina Estádio
Coimbra
TIME: 15:15
23.2.08

20.2.08

«Sweetheart of the Rodeo» The Byrds 1968 (vinil)
Se nos anos 70 o termo Country-Rock era perfeitamente usual, no final dos anos 60 a Country e o Rock andavam em territórios diametralmente opostos. De um lado os rednecks que frequentavam o Grand Ole Opry, doutro os cabeludos pré-hippies. Mas as coisas estavam a mudar: Dylan tinha ido do Folk ao eléctrico e agora virava-se para o Country, gravando em Nashville com Johnny Cash, e os Byrds, à mão de Gram Parsons, tentavam semelhante «jogada». Claro que «Sweetheart...» tornar-se-ia no disco maldito do grupo, não entendido nem a jusante nem a montante. As próprias críticas da imprensa musical marginalizaram os Byrds, tão confundidos quanto os fãs hardcore da Country music. É por isso «perfeitamente normal» que hoje «Sweetheart...» se tenha tornado na peça de culto da carreira dos Byrds, porventura um dos seus discos mais interessantes, com Gram Parsons em estado de graça, gravando um dos seus melhores temas, «Hickory Wind», espalhando a conversão Country que terá estado nas origens da sigla Americana. No entanto, o disco marcaria também o desigual futuro dos Byrds, desagregando Parsons da banda e criando um hiato que levou também à saida de Chris Hilmann para os Flying Burrito Brothers, deixando Roger McGuinn como único timoneiro. Por isso tudo, *****, claro.
19.2.08

«Beloved - Mojo presents a treasury of classic indie rock» 2008 (Cd)
14.2.08

3.2.08

«In Rainbows» Radiohead 2008 (vinil)
18.1.08

«Atonement» Joe Wright 2007 (filme)
2.1.08

Passaram discretamente por Glastonbury, em 2007, e são o segredo mais bem guardado da nova pop britânica. Quarto single extraído do disco de estréia, «Upon The Heath» - que o encerra - resume em poucos minutos o som de Mr. Hudson: composição clássica despida em beats, acompanhada ao baixo com nova poesia dandy. Têm carisma, têm personna, têm canções, e o que é que se pode pedir mais? Que se embarque na frase de desordem que acaba com o tema, «I suggest: No More Rock'n'Roll!»? Pelo menos que se esteja atento a esta nova espiral da pop, e que se a abraçe se dela não restar dúvida. *****
31.12.07
Nos últimos tempos, as séries americanas que nos têm chegado via Fox, apresentam bandas sonoras dignas de renome, i.e., dignas de filmes, tal tem sido o cuidado aumentado que as produtoras investem neste tipo de produtos. «October Road», série guardada na gaveta até uma altura em que não havia mais nada a apresentar, é um desses casos. Exemplarmente escolhidos, ao sabor do guião, os temas que ilustram cada momento mais ou menos dramático destas histórias acabam por constituir parte activa do imaginário de cada uma delas, colados não a cuspo mas com cimento bem misturado. «October Road» serve-se daquela que foi a corrente musical maldita do fim dos anos 70 e anos 80, o Fm americano, para criar autênticas pérolas de fusão imagem/som: parece que as canções foram propositadamente escritas para as cenas, também devido ao facto de algumas décadas de música popular poderem provi-las com declarado ajuste. É o caso de «Fool For You Anyway», tema incluído no disco de estréia dos Foreigner, na altura ainda longe da globalização mainstream de «I Want To Know What Love Is». E o tempo faz com que possamos apreciar estas canções à distância, e não renegá-las à primeira como o fizemos no passado. Perdão, não só o tempo, mas também e especialmente esta colagem que as reposiciona e situa num território completamente novo. ****
24.12.07

«Spiritz» Deadboy 2007 (Cd)
8.12.07

«The Beatles - The Biography» Bob Spitz 2007 (livro)
7.12.07

«Sicko» Michael Moore 2007 (filme)
É o melhor trabalho de Moore. Moore põe em jogo o modo privado em que funciona o sistema de saúde nos E.U.A., confrontando-o com o sistema Europeu - e não só - como alguém que sai da sua concha e descobre um mundo novo à sua volta. Tudo é novo para Moore fora do seu país: o modo como a democracia europeia construiu, há décadas, o seu Sistema Nacional de Saúde, ou mesmo como os eternos resistentes Cuba e Canadá defendem a sua «independência». E se para Moore, americano, tudo é uma espantosa revelação - no modo como doentes, médicos e cidadãos são tratados por um sistema que no seu país é tido como Socialista(!) - para nós, europeus, é também uma revelação espantosa o facto dos americanos viverem há tanto tempo - por culpa inicial de Nixon - num sistema em que as Seguradoras e as empresas de medicamentos controlam o Congresso e enriquecem à custa de lucro obtido pelas recusas de tratamentos a quem deles precisa. Desejamos que todos os americanos vejam este filme e exijam a mudança - porventura a Hillary Clinton, vejam o filme e percebam porquê - e desejamos que todos nós, europeus, apesar de tantas falhas do sistema - especialmente por cá! - o continuemos a manter e aperfeiçoar. *****
6.12.07
«Toothpaste Kisses» The Maccabees 2007 (video)
Um take, um video, um beijo multiplicado. Como uma boa idéia faz um bom video, sem orçamentos por aí além. Retirado do seu disco de estréia - um dos melhores do ano! - «Toothpaste Kisses» é uma calma banda sonora para a importância das imagens. Não há aqui nenhuma mensagem directa, tipo «vamos todos beijar-nos uns aos outros!», mas a beleza pairante de tal plano prolongado enleva-nos de modo singular e deixa-nos a alma mais leve. Algo a realçar: como este video é extremamente importante para a presença da canção nos media. Duvido que «Toothpaste Kisses» se considerasse um single comercial sem o acompanhamento destas imagens... ****
5.12.07

Uma espécie de black Scarface, mas com o tom épico que Scott tão bem sabe impôr aos seus filmes. Bela fotografia, câmaras lentas que fazem com que esta história passada nos finais dos anos 60, e inícios dos 70, às vezes pareça mais uma história ocorrida num futuro há muito tempo atrás.
2.12.07
É talvez a melhor série de sempre de produção nacional, no campo da ficção. Porquê? Pelo modo fidedigno como a época é recriada e pelo bom gosto posto nessa recriação. Pelos actores, pelas histórias não-lamechas, pela análise não-básica dos tempos políticos que se viviam. Também pela parte técnica: fotografia, montagem, cenários, guarda roupa, caracterização...
A solução da voz-off adulta, da personagem então mais nova da família, resulta em pleno, enquadrando na perfeição o lado mais naive da série - o da descoberta de um país, das coisas do amor, do inocente questionar de uma realidade que pouco se estendia dos limites do bairro em que cada um vivia. E apesar de o conceito ser baseado na série espanhola «Cuéntame como passó», a realidade particular portuguesa dota a série de uma singulariedade que a afasta dos produtos televisivos empacotados que nos servem diariamente.
Afinal é possível: esqueçam-se os vários falhanços em séries de recriação histórica, esqueçam-se muitos dos programas que o canal público exibe regularmente... «Conta-me como foi» é um primeiro passo, a ser acarinhado e a ser continuado nos próximos projectos nacionais extra-novelas a verem a luz do ecrán. Além dos excelentes Rita Blanco, Catarina Avelar e Miguel Guilherme, de notar também a bela revelação que é Rita Brütt, a filha mais velha que é a primeira a romper o cerco Salazarista às famílias, auto-exilando-se em Londres durante umas mini-férias. *****
28.11.07

Sol de Inverno e um olhar para trás: um dos melhores singles pop de todos os tempos e como uma simples canção pode ser luminária, inspiradora e curadora. Infelizmente, os The Thrills, até ao 3º álbum, têm vindo a decrescer na qualidade da sua escrita e no brilho das suas canções. Mas, com «Big Sur», deixaram para sempre inscrita na História da Pop - ao lado de canções como, por exemplo, «There She Goes», dos La's - a sua visão West Coast do outro lado do Atlântico... Simplesmente genial.*****
26.11.07

Almodóvar é um grande conversador. E não é de agora. Já nos anos 80, quando a Movida Madrilena lhe deu espaço, conversava com os leitores através da coluna de Patty Diphusa na revista La Luna. Este livro começa aí. Conversa pós-moderna, tão brilhante quanto as cores garridas com que o cineasta veste as suas personagens e forra os seus cenários. Depois do «esgotamento» de Patty, ela regressa, nos anos 90, já com uma solidez de um discurso mais virado para as dores do coração do que o dorido do corpo. A imaginação não tem limites, como nos seus filmes, e a ginástica mental é hábil e desinibida. Alter-ego de Pedro, Patty é ainda hoje um símbolo da nova Espanha, da autêntica revolução socio-cultural que, nos anos 80, apontou o caminho da modernização e até da expansão económica. E Patty é uma grande conversadora...
24.11.07

23.11.07

«I'm Not There - OST» Various 2007 (2XCD)
Ainda Dylan. Neste caso «dito» por outros, para a banda sonora do aventuroso filme de Todd Haynes, «I'm Not There». Se são sempre desiquilibrados aqueles discos que alinham uma série de artistas e bandas para reinterpretar temas clássicos de grandes nomes da História da música popular, nalguns casos o brilhantismo de algumas versões alumiam as piores, e a luz parece constante...
É o caso de «I'm Not There»: do Bom com distinção para All Along the Watchtower/Eddie Vedder até ao Excelente para Knockin' On Heaven's Door/Antony & The Johnsons (aqui, até eu me rendi a um ódio de estimação...), muitas notas intermédias podem ser atribuídas às versões que este disco engloba. Há o deleite em Just Like a Woman/Charlotte Gainsbourg & Calexico, o puro e calmo prazer em Simple Twist Of Fate/Jeff «Wilco» Tweedy, a boa surpresa em Highway 61 Revisited /Karon O & the Million Dollar Bashers, o envolvente Stuck Inside Of Mobile With the Memphis Blues Again/Cat Power, o dever bem cumprido e esticado em One More Cup Of Coffee/Roger McGuinn & Calexico, enfim... Razões de sobra para viajar mais uma vez na diversificada carreira dos Dylans. De qual deles? De todos eles. Um só. ****
19.11.07

Desde o local do espectáculo, ao funcionamento deficiente dos bares, às 2 linhas de luz existentes num palco simples - muito simples - tudo referenciava os «gloriosos» anos 80, onde a produção de espectáculos ainda dava os primeiros passos no nosso país. À excepção de um piano vertical a meio do palco - muito Thom, muito Chris - e de um pequeno teclado digital usado pelo guitarrista apenas um par de vezes, nada mais do que uma voz cavernosa, a condução do baixo sob a bateria simples e eficaz, mais a guitarra solista exuberante e discreta que ondulava as sombras. Nada mais do que a verdade e a entrega. Um belo concerto, entre os fortes singles do primeiro disco e os temas mais épicos do segundo, com um encore absolutamente arrebatador, que para muitos terá valido a noite. Não se percebe ainda a intenção de Tom Smith - o cantor - quando sobe para cima do piano e abre os braços - mas quando sair o quarto disco já tudo estará esclarecido... ****
17.11.07
15.11.07

Num ano de alguns regressos à realização de grandes nomes do cinema, é Brian de Palma, que, surpreendentemente, assina um dos melhores filmes de guerra jamais feitos. Até à data é seguramente o melhor filme sobre a presença das tropas americanas em solo Iraquiano.

«Garage» Lenny Abrahamson 2007 (filme)
14.11.07

«A Bude Hur» Petr Nikolaev 2007 (filme)


