26.9.08
15.9.08
Clap Clap Clap!
Paulo Nogueira in revista Domingo, CM.
27.5.08

«O Ente Querido» Evelyn Waugh 1948 (livro)
11.5.08

9.5.08

«I'm Not There» Todd Haynes 2007 (filme)

«Amazing Journey: The Story of The Who» Paul Crowder/Murray Lerner 2007 (DVD)
1.4.08
U23D Vs. Rattle & Hum

«U23D» Catherine Owens 2008 (filme) «Rattle and Hum» Phil Joanou 1988 (filme)
Se bem que o mais recente seja «apenas» um concerto dos U2 na Argentina e o mais antigo um documentário sobre os U2 na América, há algo que os pode relacionar: o modo como o todo do grupo é apresentado ao público, no grande ecrán, e em épocas distintas. Aquando da saída do documentário «Rattle and Hum», estreado no antigo cinema Condes - hoje Hard Rock café, em Lisboa - o fãs acorreram em massa levando t-shirts e bandeiras que empunhavam cantando, a espaços. A crítica começava a torcer o nariz ao sonho americano de Bono e Cia. e era politicamente incorrecto gostar da banda - só os recuperariam depois da fase Berlinesca de «Achtung Baby». No ecrán, os U2 eram filmados maioritariamente a preto e branco na América dos irlandeses, em momentos gospel de igreja onde se ensaiava «I still haven't found...», em Graceland, nos Sun studios a gravar «Angel of Harlem», em explosões de raiva em palco - «Bullet the Blue Sky» e «Silver and Gold» - e em duetos lendários com B.B.King e concertos em terraços de fazer parar o trânsito. Ainda hoje, se calhar até muito mais hoje, «Rattle and Hum» é um documento intemporal, vibrante e desafiador, que começa com a apropriação do «Helter Skelter» de Beatles e Manson, e deambula pela redescoberta da música tradicional como caminho a seguir (nada que Dylan não tivesse já feito) mas também pelo humor dos U2. Em «U23D» a única réstea de humor é um beijo na boca de Bono a Adam, que falha por se querer levar a sério... Ainda hoje vemos «R&H» com um sorriso constante, enquanto «U23D» leva ao bocejo. Vemos em 3 dimensões um espectáculo morno, que aborrece devido à pouco diversificada realização e montagem, que parecem esgotar todas as novidades da tecnologia 3D em 3 canções. Vemos em 3 dimensões um Bono de voz cansada, uma banda com bom som mas pouca garra. Não vemos a dimensão da atitude artística que junto com a vox política caracterizou as fases mais importantes da carreira do grupo. E não são a tecnologia e a novidade que vão colmatar essa insuficiência. Na realidade, o preto e branco de «Rattle and Hum» é muito mais sobredimensional e «colorido» do que o truque dos óculos 3D. O showbusiness tem destas coisas...
28.3.08


21.3.08

20.3.08
Palavras para Quê
5.3.08
Z DAY 15 MARÇO

Outros locais de exibição em Portugal:
University of Minho
Campus Azurem, Guimaraes, Braga
TIME: 21:00
Zeitgeist - A Luz e a Sombra
Palmela, Setubal
Centro Multimeios de Espinho
Av. 24 nº800, Espinho, Aveiro
TIME: 14:00 & 19:00
Zeitgeist Exhibition at Mercado Negro
rua da amizade, 4 - 2º esq. Esgueira
3800-381 AVEIRO
PORTUGAL TIME: 22:00
Livraria Almedina Estádio
Coimbra
TIME: 15:15
23.2.08

20.2.08

«Sweetheart of the Rodeo» The Byrds 1968 (vinil)
Se nos anos 70 o termo Country-Rock era perfeitamente usual, no final dos anos 60 a Country e o Rock andavam em territórios diametralmente opostos. De um lado os rednecks que frequentavam o Grand Ole Opry, doutro os cabeludos pré-hippies. Mas as coisas estavam a mudar: Dylan tinha ido do Folk ao eléctrico e agora virava-se para o Country, gravando em Nashville com Johnny Cash, e os Byrds, à mão de Gram Parsons, tentavam semelhante «jogada». Claro que «Sweetheart...» tornar-se-ia no disco maldito do grupo, não entendido nem a jusante nem a montante. As próprias críticas da imprensa musical marginalizaram os Byrds, tão confundidos quanto os fãs hardcore da Country music. É por isso «perfeitamente normal» que hoje «Sweetheart...» se tenha tornado na peça de culto da carreira dos Byrds, porventura um dos seus discos mais interessantes, com Gram Parsons em estado de graça, gravando um dos seus melhores temas, «Hickory Wind», espalhando a conversão Country que terá estado nas origens da sigla Americana. No entanto, o disco marcaria também o desigual futuro dos Byrds, desagregando Parsons da banda e criando um hiato que levou também à saida de Chris Hilmann para os Flying Burrito Brothers, deixando Roger McGuinn como único timoneiro. Por isso tudo, *****, claro.
19.2.08

«Beloved - Mojo presents a treasury of classic indie rock» 2008 (Cd)
14.2.08

3.2.08

«In Rainbows» Radiohead 2008 (vinil)
18.1.08

«Atonement» Joe Wright 2007 (filme)
2.1.08

Passaram discretamente por Glastonbury, em 2007, e são o segredo mais bem guardado da nova pop britânica. Quarto single extraído do disco de estréia, «Upon The Heath» - que o encerra - resume em poucos minutos o som de Mr. Hudson: composição clássica despida em beats, acompanhada ao baixo com nova poesia dandy. Têm carisma, têm personna, têm canções, e o que é que se pode pedir mais? Que se embarque na frase de desordem que acaba com o tema, «I suggest: No More Rock'n'Roll!»? Pelo menos que se esteja atento a esta nova espiral da pop, e que se a abraçe se dela não restar dúvida. *****
31.12.07
Nos últimos tempos, as séries americanas que nos têm chegado via Fox, apresentam bandas sonoras dignas de renome, i.e., dignas de filmes, tal tem sido o cuidado aumentado que as produtoras investem neste tipo de produtos. «October Road», série guardada na gaveta até uma altura em que não havia mais nada a apresentar, é um desses casos. Exemplarmente escolhidos, ao sabor do guião, os temas que ilustram cada momento mais ou menos dramático destas histórias acabam por constituir parte activa do imaginário de cada uma delas, colados não a cuspo mas com cimento bem misturado. «October Road» serve-se daquela que foi a corrente musical maldita do fim dos anos 70 e anos 80, o Fm americano, para criar autênticas pérolas de fusão imagem/som: parece que as canções foram propositadamente escritas para as cenas, também devido ao facto de algumas décadas de música popular poderem provi-las com declarado ajuste. É o caso de «Fool For You Anyway», tema incluído no disco de estréia dos Foreigner, na altura ainda longe da globalização mainstream de «I Want To Know What Love Is». E o tempo faz com que possamos apreciar estas canções à distância, e não renegá-las à primeira como o fizemos no passado. Perdão, não só o tempo, mas também e especialmente esta colagem que as reposiciona e situa num território completamente novo. ****
24.12.07

«Spiritz» Deadboy 2007 (Cd)
8.12.07

«The Beatles - The Biography» Bob Spitz 2007 (livro)
7.12.07

«Sicko» Michael Moore 2007 (filme)
É o melhor trabalho de Moore. Moore põe em jogo o modo privado em que funciona o sistema de saúde nos E.U.A., confrontando-o com o sistema Europeu - e não só - como alguém que sai da sua concha e descobre um mundo novo à sua volta. Tudo é novo para Moore fora do seu país: o modo como a democracia europeia construiu, há décadas, o seu Sistema Nacional de Saúde, ou mesmo como os eternos resistentes Cuba e Canadá defendem a sua «independência». E se para Moore, americano, tudo é uma espantosa revelação - no modo como doentes, médicos e cidadãos são tratados por um sistema que no seu país é tido como Socialista(!) - para nós, europeus, é também uma revelação espantosa o facto dos americanos viverem há tanto tempo - por culpa inicial de Nixon - num sistema em que as Seguradoras e as empresas de medicamentos controlam o Congresso e enriquecem à custa de lucro obtido pelas recusas de tratamentos a quem deles precisa. Desejamos que todos os americanos vejam este filme e exijam a mudança - porventura a Hillary Clinton, vejam o filme e percebam porquê - e desejamos que todos nós, europeus, apesar de tantas falhas do sistema - especialmente por cá! - o continuemos a manter e aperfeiçoar. *****
6.12.07
«Toothpaste Kisses» The Maccabees 2007 (video)
Um take, um video, um beijo multiplicado. Como uma boa idéia faz um bom video, sem orçamentos por aí além. Retirado do seu disco de estréia - um dos melhores do ano! - «Toothpaste Kisses» é uma calma banda sonora para a importância das imagens. Não há aqui nenhuma mensagem directa, tipo «vamos todos beijar-nos uns aos outros!», mas a beleza pairante de tal plano prolongado enleva-nos de modo singular e deixa-nos a alma mais leve. Algo a realçar: como este video é extremamente importante para a presença da canção nos media. Duvido que «Toothpaste Kisses» se considerasse um single comercial sem o acompanhamento destas imagens... ****
5.12.07

Uma espécie de black Scarface, mas com o tom épico que Scott tão bem sabe impôr aos seus filmes. Bela fotografia, câmaras lentas que fazem com que esta história passada nos finais dos anos 60, e inícios dos 70, às vezes pareça mais uma história ocorrida num futuro há muito tempo atrás.
2.12.07
É talvez a melhor série de sempre de produção nacional, no campo da ficção. Porquê? Pelo modo fidedigno como a época é recriada e pelo bom gosto posto nessa recriação. Pelos actores, pelas histórias não-lamechas, pela análise não-básica dos tempos políticos que se viviam. Também pela parte técnica: fotografia, montagem, cenários, guarda roupa, caracterização...
A solução da voz-off adulta, da personagem então mais nova da família, resulta em pleno, enquadrando na perfeição o lado mais naive da série - o da descoberta de um país, das coisas do amor, do inocente questionar de uma realidade que pouco se estendia dos limites do bairro em que cada um vivia. E apesar de o conceito ser baseado na série espanhola «Cuéntame como passó», a realidade particular portuguesa dota a série de uma singulariedade que a afasta dos produtos televisivos empacotados que nos servem diariamente.
Afinal é possível: esqueçam-se os vários falhanços em séries de recriação histórica, esqueçam-se muitos dos programas que o canal público exibe regularmente... «Conta-me como foi» é um primeiro passo, a ser acarinhado e a ser continuado nos próximos projectos nacionais extra-novelas a verem a luz do ecrán. Além dos excelentes Rita Blanco, Catarina Avelar e Miguel Guilherme, de notar também a bela revelação que é Rita Brütt, a filha mais velha que é a primeira a romper o cerco Salazarista às famílias, auto-exilando-se em Londres durante umas mini-férias. *****

















